Dona de quatro canecos do mundial, e,
por outro lado, dona de alguns fiascos na Copa do Mundo, a seleção
da Itália chega a sua 17ª Copa no Brasil querendo repetir o feito
de 2006, surpreendendo a todos e buscar o pentacampeonato do torneio
mais importante do mundo futebolístico.
A seleção vem alternando boas e más
campanhas nas últimas Copas do Mundo. Em 2002, com jogadores muito
bons, como a até então promessa Totti, e os já consagrados
Maldini, Del Piero e Vieri, a Azzurra decepcionou a torcida Italiana,
saindo já nas oitavas de final, para a fraca seleção da Coréia do
Sul, em um jogo em que o personagem principal foi o juíz, onde o
mesmo anulou um gol legítimo do ex-meiocampista Tommasi, além de
não ter dado um pênalti escandaloso em cima de Totti.
Em 2006, a seleção italiana repetiu a
base de 2002, mas chegou na Alemanha desacreditada, muito mais pelas
campanhas pífeas do Mundial de 2002 e da Euro de 2004 do que pelos
jogadores. Além disso, o principal nome do setor ofensivo do time,
Francesco Totti, voltava de lesão grave no joelho e ninguém sabia
até que ponto ele aguentaria jogar o Mundial. Um nome importante que
estava fora do Mundial era Vieri, devido à uma lesão. Isso fez com
que o goleador da seleção Azzurra fosse o fraquíssimo Luca Toni.
Porém os italianos foram ajudados pelo chaveamento da competição.
Adversário de verdade só enfrentaram nas semi-finais e na
finalíssima, quando pegaram a seleção dona da casa, Alemanha e
França de Zidane, respectivamente. O principal jogador da final foi
um personagem inusitado. Marco Materazzi fez o pênalti que deu a
vantagem inicial para os franceses, fez o gol de empate, e, por fim,
foi responsável pela expulsão de Zidane, tirando-o das decisivas
penalidades. No fim, deu a desacreditada e imprevisível Itália.
Já em 2010, com uma equipe em
reformulação, o time italiano comandado pelo experiente Andrea
Pirlo conseguiu ficar em último em um grupo que tinha Paraguai,
Eslováquia e Nova Zelândia, onde talvez tenha sido o seu pior
vexame na história das Copas do Mundo. Se essa escrita de
alternância entre boas e más campanhas for mantida, teremos uma boa
surpresa ao final do Mundial.
O estilo de jogo atual da seleção
Italiana é bem diferente do que a história nos proporciona. Se
antes, a Itália era conhecida por uma defesa sempre forte, hoje em
dia, o ponto que dá mais trabalho ao adversário é o meio de campo
dinâmico, tendo como o veterano Andrea Pirlo o maestro da equipe. O
time tem como base a equipe titular da Juventus, que está caminhando
a passos largos para o terceiro título seguido do Campeonato
Nacional. Vale destacar também a importância de Mario Balotelli no
time de Cezare Prandelli. Se estiver num dia bom, Mario é um dos
poucos que podem decidir contra qualquer seleção a favor da
Azzurra.
Com 34 anos, Andrea Pirlo
ainda é um dos melhores volantes da atualidade. Versátil, com uma
ótima visão de jogo, dono de todas as bolas paradas do time e com
um bom poder de decisão, a torcida italiana tem uma grande confiança
no camisa 21 da Itália. Essa será o último Mundial de Pirlo, e
isso pode fazer com que ele faça de tudo para repetir o feito de
2006. Vale lembrar também do veterano, mas ainda ótimo goleiro Gianluigi Buffon, capitão e um dos pontos de referência do time.
Campanha nas Eliminatórias
Com um grupo relativamente
equilibrado nas eliminatórias para o Mundial, contendo Dinamarca,
Bulgária, República Tcheca, Malta e Armênia, a Itália se
classificou de forma invicta e sem grandes problemas em primeiro,
colocando 6 pontos de diferença para a segunda colocada Dinamarca.
Jogos Gols Aproveitamento de Pontos Artilheiro
6 Vitórias 19 Pró 86,6% Em casa 5 Gols
4 Empates 09 Contra 60,0% Fora de Casa Mario Balotelli
Time Base
(4-4-2) Buffon; Maggio, Bonucci, Barzagli e Chiellini; De Rossi, Marchisio, Pirlo e Montolivo; Rossi e Balotelli. Técnico: Cesare Prandelli
Sede: A seleção italiana terá como sede a cidade de Mangaratiba, no Rio de Janeiro, e, assim como praticamente todas as seleções, viajará bastante, pois enfrentará a Inglaterra no Amazonas, a Costa Rica no Pernambuco e e terminará a primeira fase jogando contra o Uruguai, no Mato Grosso.
Aposta do Blog
Com outros dois campeões mundiais no seu grupo, tonando-se assim, o grupo da morte,a Itália tem uma missão muito difícil já na fase de grupos da competição. Porém, com um futebol bem jogado que os italianos vem mostrando, acreditamos que a Azzurra chegue até as quartas de final da competição.
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