quinta-feira, 10 de abril de 2014

Copa do Mundo 2014: A imprevisível Itália




Dona de quatro canecos do mundial, e, por outro lado, dona de alguns fiascos na Copa do Mundo, a seleção da Itália chega a sua 17ª Copa no Brasil querendo repetir o feito de 2006, surpreendendo a todos e buscar o pentacampeonato do torneio mais importante do mundo futebolístico.



A seleção vem alternando boas e más campanhas nas últimas Copas do Mundo. Em 2002, com jogadores muito bons, como a até então promessa Totti, e os já consagrados Maldini, Del Piero e Vieri, a Azzurra decepcionou a torcida Italiana, saindo já nas oitavas de final, para a fraca seleção da Coréia do Sul, em um jogo em que o personagem principal foi o juíz, onde o mesmo anulou um gol legítimo do ex-meiocampista Tommasi, além de não ter dado um pênalti escandaloso em cima de Totti.

Em 2006, a seleção italiana repetiu a base de 2002, mas chegou na Alemanha desacreditada, muito mais pelas campanhas pífeas do Mundial de 2002 e da Euro de 2004 do que pelos jogadores. Além disso, o principal nome do setor ofensivo do time, Francesco Totti, voltava de lesão grave no joelho e ninguém sabia até que ponto ele aguentaria jogar o Mundial. Um nome importante que estava fora do Mundial era Vieri, devido à uma lesão. Isso fez com que o goleador da seleção Azzurra fosse o fraquíssimo Luca Toni. Porém os italianos foram ajudados pelo chaveamento da competição. Adversário de verdade só enfrentaram nas semi-finais e na finalíssima, quando pegaram a seleção dona da casa, Alemanha e França de Zidane, respectivamente. O principal jogador da final foi um personagem inusitado. Marco Materazzi fez o pênalti que deu a vantagem inicial para os franceses, fez o gol de empate, e, por fim, foi responsável pela expulsão de Zidane, tirando-o das decisivas penalidades. No fim, deu a desacreditada e imprevisível Itália.

Já em 2010, com uma equipe em reformulação, o time italiano comandado pelo experiente Andrea Pirlo conseguiu ficar em último em um grupo que tinha Paraguai, Eslováquia e Nova Zelândia, onde talvez tenha sido o seu pior vexame na história das Copas do Mundo. Se essa escrita de alternância entre boas e más campanhas for mantida, teremos uma boa surpresa ao final do Mundial.



O estilo de jogo atual da seleção Italiana é bem diferente do que a história nos proporciona. Se antes, a Itália era conhecida por uma defesa sempre forte, hoje em dia, o ponto que dá mais trabalho ao adversário é o meio de campo dinâmico, tendo como o veterano Andrea Pirlo o maestro da equipe. O time tem como base a equipe titular da Juventus, que está caminhando a passos largos para o terceiro título seguido do Campeonato Nacional. Vale destacar também a importância de Mario Balotelli no time de Cezare Prandelli. Se estiver num dia bom, Mario é um dos poucos que podem decidir contra qualquer seleção a favor da Azzurra.

Craque do Time

Com 34 anos, Andrea Pirlo ainda é um dos melhores volantes da atualidade. Versátil, com uma ótima visão de jogo, dono de todas as bolas paradas do time e com um bom poder de decisão, a torcida italiana tem uma grande confiança no camisa 21 da Itália. Essa será o último Mundial de Pirlo, e isso pode fazer com que ele faça de tudo para repetir o feito de 2006. Vale lembrar também do veterano, mas ainda ótimo goleiro Gianluigi Buffon, capitão e um dos pontos de referência do time.

Campanha nas Eliminatórias

 
Com um grupo relativamente equilibrado nas eliminatórias para o Mundial, contendo Dinamarca, Bulgária, República Tcheca, Malta e Armênia, a Itália se classificou de forma invicta e sem grandes problemas em primeiro, colocando 6 pontos de diferença para a segunda colocada Dinamarca.




Jogos                   Gols                  Aproveitamento de Pontos          Artilheiro

6 Vitórias            19 Pró               86,6% Em casa                           5 Gols   
4 Empates           09 Contra         60,0% Fora de Casa                Mario Balotelli



Time Base


(4-4-2) Buffon; Maggio, Bonucci, Barzagli e Chiellini; De Rossi, Marchisio, Pirlo e Montolivo; Rossi e Balotelli. Técnico: Cesare Prandelli

Sede: A seleção italiana terá como sede a cidade de Mangaratiba, no Rio de Janeiro, e, assim como praticamente todas as seleções, viajará bastante, pois enfrentará a Inglaterra no Amazonas, a Costa Rica no Pernambuco e e terminará a primeira fase jogando contra o Uruguai, no Mato Grosso. 


Aposta do Blog

Com outros dois campeões mundiais no seu grupo, tonando-se assim, o grupo da morte,a Itália tem uma missão muito difícil já na fase de grupos da competição. Porém, com um futebol bem jogado que os italianos vem mostrando, acreditamos que a Azzurra chegue até as quartas de final da competição.

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